“Alexa, parar de coletar meus dados”
Seria simples se pudéssemos dar um comando com essa finalidade para assistente virtual da Amazon e ela respondesse “claro, seu desejo é uma ordem”. Mas no mundo real não é bem assim que funciona!
Os dispositivos da linha Echo da Amazon passarão a armazenar todas as interações dos usuários com a assistente virtual Alexa diretamente na nuvem, a partir de 28 de março de 2025.
A mudança gera certa preocupação com privacidade, vez que a decisão da empresa elimina a possibilidade dos usuários impedirem que os comandos sejam armazenados nos servidores da Amazon, caso não queiram. A justificativa da empresa é que tal mudança possibilita “maior poder de processamento para aprimorar recursos”.
Mas essa não é a primeira vez que a gigante de Jeff Bezos é envolvida em polêmicas: em 2023, a empresa aceitou pagar multa no valor de US$ 25 milhões para Comissão Federal de Comércio dos EUA, em um acordo, após ser acusada de armazenar indefinidamente gravações de interações da assistente virtual Alexa com crianças.
Em 2019, a Bloomberg, revelou um escândalo que funcionário da Amazon ouviam até mil gravações de voz por turno de 9h, com a justificativa de aprimorar os sistemas de reconhecimento de fala.
Em paralelo a essas questões de coleta e armazenamento de dados, também foi anunciado o lançamento do serviço pago Alexa+, versão baseada em inteligência artificial generativa.
E você? Vai continuar utilizando sua assistente virtual mesmo com essas mudanças?
